Violência mítica

Poesia de Celso de Alencar causa estranheza ao ser marcada ao mesmo tempo por um tom cerimonial e um registro coloquial que narram histórias improváveis e radicais

De onde vem a chocante poesia de Celso de Alencar, que já provocou escândalos, protestos, livros devolvidos e até rasgados? Qual o substrato cultural (no mais amplo sentido) que nutre versos estranhos como estes: “No inverno de 1977 / uma mulher pediu-me / que eu lhe esfaqueasse as pernas”? Ou estes: “Disse-me um homem: tem sangue na poesia, tua orelha. / Eu lhe respondi / Não é meu. / É sangue de luta / de homens velhos”? Ou ainda: “Satã sentou-se sobre as pernas / e colocou as mãos sob o queixo / e os cotovelos nos joelhos / e falou a Deus: eu venho errante pelos caminhos / em busca de uma paisagem / mais bela que o meu rosto / Os teus filhos me amam / E se regozijam quando / andam no meio de mim”?

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