Há uma dimensão inerente a toda produção da nova indústria cultural (games, quadrinhos, animação etc) que, paradoxalmente, fica invisível para o grande público. Os responsáveis por conceber os códigos visuais que norteiam o resultado desses produtos são artistas que, muitas vezes, mantêm-se em relativo anonimato ou com menos evidência do que o merecido.
O trabalho dos concept designers ou concept artists serve como bússola estética que acompanha a produção de cenários, personagens e objetos, ao longo de todo o processo criativo. Um trabalho complexo que traz, na sua melhor expressão, muito mais conteúdo que os olhos percebem de primeira. Rael Lyra, pernambucano radicado no Canadá, há mais de uma década, é um expoente nesse cenário internacional.
Não é exagero afirmar isso. Rael trabalhou em diferentes projetos para clientes com alcance global como Marvel, DC Comics, Microsoft, Amazon Prime, Volta, Skydance e outros estúdios de desenvolvimento visual de ponta. As coisas aconteceram relativamente cedo para ele. Ainda muito jovem ingressou nos quadrinhos da Marvel e DC e, meio por acaso, percebeu que a parte de criação de personagens e cenários era algo mais estimulante para o que ele buscava. Assim migrou para a indústria de games (foi um dos precursores no Recife na Playlore), animação e audiovisual de maneira mais abrangente.
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