Fabio Zimbres é um construtor. Uma voz me sugeria mágico ou ilusionista mas soa inadequado porque ele cria objetos e cenas palpáveis, reais. Ilusões concretas. Uma realidade bem peculiar, talvez oriunda de outro sistema solar, mas que ganha territórios variados nas plataformas criativas deste planeta. Não se trata de exagero, aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele sabem exatamente o que significa isso. Creio adequado este preâmbulo que ronda o fantástico porque Fábio é seguramente um artista que transcende wikipedias, sem desmerecê-las é claro.. Essas informações básicas são fundamentais para entender a engenharia por trás dos seus delírios visuais.
Fabio nasceu em São Paulo, e com nove anos mudou para Brasília, morou em Edimburgo quando criança e quando fez vestibular para arquitetura na USP ( o pai era arquiteto conhecido - Paulo Zimbres) , voltou para São Paulo. Cursou alguns anos de arquitetura e posteriormente fez Artes Visuais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pois tinha migrado para Porto Alegre. Falar de um artista lembra brincar com um quebra- cabeças onde as distintas paisagens e escolhas de caminhos dão as chaves para compreender sua obra. Fábio também é um caminhante, tem memória afetiva de lugares tão diferentes quanto fascinantes e, por coerência, acabou por transitar por diferentes territórios artísticos. Sim, as enciclopédias também tem seu valor e nos trazem um Fábio como quadrinista, ilustrador e artista visual brasileiro. Uma definição correta, porém curta, porque na sua trajetória também trabalhou como na Revista Animal, onde formalmente constou como diretor de arte, mas o contexto era de abraçar todas as frentes de trabalho, incluindo editar e escrever. Foi editor da Coleção Mini-Tonto (vencedora do Troféu HQMix de Projeto Editorial em 1998) e, numa sequência futura, atuou como diretor de arte e roteirista no cinema de animação.
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