Mais um prêmio em homenagem a Clarice Lispector

Concurso lançado no Recife tem como foco a produção de autoras

A crescente admiração e badalação em torno da escritora Clarice Lispector deu origem a mais um prêmio literário em sua homenagem. Lançado esta semana no Recife, idealizado pela escritora Raíza Hanna Milfont, o novo Prêmio Clarice Lispector tem o foco voltado à produção feminina, oferece à vencedora R$ 5 mil, em dinheiro, e a publicação da obra com tiragem de 300 exemplares e 20% dos exemplares como direitos autorais, além de destinar parte dos livros a bibliotecas públicas e comunitárias.

O  Prêmio Clarice Lispector (categoria de Conto) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) é o mais importante de todos em homenagem à escritora, sendo uma das 13 categorias que integram o prestigioso prêmio literário da instituição, em reconhecimento à qualidade literária e à contribuição à cultura nacional. Passou a ter o nome da autora pernambucana nascida na Ucrânia somente em 2005, quando houve a reformulação dos concursos. Entre 1995 e 1998, o Prêmio Literário Biblioteca Nacional laureava os livros de contos com o Prêmio Artur de Azevedo. A partir de 1999, o Prêmio Machado de Assis, para os romances, passou a englobar também os contos. Atualmente, o valor da premiação é de R$ 30 mil. As inscrições ocorrem no ínicio do segundo semestre.

Há ainda um terceiro Prêmio Literário Clarice Lispector, já em sua 11ª edição, promovido pela ZL Books, com nada menos do que 22 categorias. Criado pela jornalista Jô Rammos, tem como objetivo dar voz aos escritores/autores independentes, pequenas e médias editoras e aos escritores de língua portuguesa. As inscrições estão abertas pelo e-mail: mail: literaturatrofeu89@gmail.com.

A primeira edição do Prêmio Clarice Lispector idealizado por Raíza Anna Milfont também é bastante abrangentge e está com inscrições abertas desde 2 de maio até 2 de junho de 2026. A iniciativa inédita é gratuita e contempla obras inéditas de prosa; como contos, novelas e romances, escritas por mulheres cis e trans, maiores de 18 anos, nascidas ou residentes há pelo menos cinco anos em Pernambuco.

De acordo Raíza, o prêmio surgiu como "resposta à desigualdade de gênero no cenário literário". "Apesar de as mulheres serem maioria entre as leitoras e frequentadoras de espaços literários, ainda enfrentam barreiras para publicar e circular suas obras", afirma Raíza, douroranda em Letras e editora da Alvoroça, selo pelo qual sairá a obra vencedora.