Tomás Seixas: um dândi por toda a vida

Ele fez valer a máxima de Rimbaud, poeta que representava uma das suas maiores paixões literárias: a de poetizar o cotidiano

Ficou famosa a afirmação de Oliveira Lima (1867-1928) de que publicar na província é permanecer inédito. Há, porém, situações ainda mais profundas de esquecimento. É o caso de Tomás Seixas (1916-1993), nascido em 1916, inédito e esquecido mesmo no Recife que tanta presença marcou na sua obra. Um outro Recife, é bem verdade – menos venerável e mais venéreo... Tomás Seixas cantou o lado obscuro e underground da cidade.

Dono de uma obra exígua, desencontrada, não reunida ainda, cheia de lacunas, mas dotada de muito valor e certa originalidade. Não há mesmo como ter certeza dos livros que publicou. Tudo indica que foram quatro, além de um volume extenso e disperso de artigos, crônicas e poemas em jornais e suplementos literários. Um longo hiato separaria os dois primeiros, publicados na década de 1940, e os dois últimos entre os anos 1980 e 1990. Não é possível – insisto – ter certeza de que durante esse longo período não tinha publicado nenhum livro, pois ele preferia as plaquetas, publicações independentes, compondo volumes reduzidos, refletindo uma inclinação marginal que expressaria o seu deslocado dandismo.

O primeiro livro, datado de 1942 e intitulado Os mortos, foi marcado por grande influência do Surrealismo. Provavelmente, essa influência chegou a sua obra através de uma de suas paixões fundamentais: Rimbaud. São de Rimbaud os versos que compõem a epígrafe de Os mortos.

Os poucos poemas – um total de 10 composições – que integram esse primeiro livro, nunca reeditado – apresentam alguns dos elementos essenciais de sua poética: a memória, o indivíduo sem lugar, a imagem mutilada do poeta, o submundo recifense de boêmios e prostitutas, o valor residual da arte e da poesia, fantasmas, aparições, pesadelos, alucinações e onirismo.

Os poemas de Os mortos produzem uma atmosfera de alucinação urbana e pesadelo. Versos muito longos se alternam com versos curtíssimos, sugerindo um ritmo ditado muito mais pela imagem e pelos solavancos do pensamento do que pela busca de regularidade e musicalidade convencional.

Poeta inclassificável, porque embora tenha produzido versos, poemas em prosa e textos reflexivos sobre a literatura e o papel do crítico, isso tudo parecia se misturar em zonas de contato muito singulares no panorama da literatura pernambucana.

A ideia de uma escritura de que falavam teóricos da literatura e críticos, como Barthes, Derrida, entre outros, pode ser utilizada, num certo sentido, para definir os textos de Tomás Seixas. Os gêneros se diluem e dão lugar a um fluxo em que a criação e a reflexão sobre a literatura compõem um contínuo, potencializado pela linguagem e por forma sutil de olhar para a realidade, esta sempre mediada pela memória e pela palavra que nunca pertence apenas ao produtor da escritura, mas a um legado poético-existencial que se origina nos autores fundamentais da modernidade e desembocam no texto “novo”.

Dedicou-se a fazer de sua vida a vida de um dândi na esteira de Baudelaire e Rimbaud, que representavam algumas de suas paixões literárias fundamentais, ao lado de Rilke, Kafka, Joyce, entre outros.

Depois de Os mortos, Tomás Seixas lançou Adeus à adolescência, também na década de 1940. Segue-se um longo hiato. Ainda podem ser somadas a essa escassa lista as obras Sonata a Lilian, de 1984, estranha narrativa que coloca em dúvida a questão dos gêneros, assim como o igualmente desconcertante A casa dos sonâmbulos, de 1990, misto de romance, biografia e crítica de livros e arte.

Na sua crítica literária, ou seja, naqueles textos que produziu com o intuito, principalmente, de refletir sobre obras e estilos – embora, essa divisão entre criação e crítica só seja possível até certo ponto – comparece certo “impressionismo”, como foi próprio da crítica feita nos jornais. Nesse sentido, seus textos se enquadram bem na noção de crítica de rodapé, até porque, após o período de vigência desse tipo de crítica, Tomás Seixas não publicou textos reflexivos sobre literatura num livro independente. A reflexão crítica dilui-se nas suas últimas obras. Mas, já nos seus textos, por assim dizer, as fronteiras entre criticar e criar estão postas em xeque.

No início da década de 1950, encontramos Tomás Seixas numa coluna que manteve no Jornal do Commercio intitulada “Anotações”, alinhavando uma espécie de narrativa autobiográfica em meio aos livros e ao contato com escritores e poetas; com reflexões pontuais sobre a obra de T. S. Eliot:

“Encontro em T. S. Eliot um domínio integral de todas as formas, de todas as cores. Eliot sutiliza as expressões, mesmo as mais vulgares ou de uso corrente, fazendo como nenhum outro poeta moderno a poesia particular da vida cotidiana.”

As Anotações”, sempre se referindo ao meio de publicação – essa em que ele cita Eliot são as “Anotações de junho”, apresentam um caráter fragmentado e aparentemente caótico. A cada mês, ele publicava um pequeno conjunto desses fragmentos que tratavam do Carnaval, da melancolia, da contemplação da tarde... Enfim, sempre com lastro em alguma obra, em algum texto literário. Após o fragmento citado acima sobre Eliot, continua o crítico-poeta:

“Imagino durante esse passeio o poeta Eliot deambulando através das ruas de Londres, conversando com os seus amigos, tomando chá na companhia de uma velha amiga da sua mocidade, acertando o seu relógio por um relógio público. Tenho pensado muito em Eliot, ultimamente... mas é melhor calar, me diz ele através de um dos seus poemas”.

Uma leitura mais apurada desses textos de Tomás Seixas permite ver que a ideia dos intertextos está em profunda sintonia com a sua visão de memória, uma memória de vida que se confunde com a reminiscência de suas leituras, um apagamento também das fronteiras entre memória individual e memória literária.

Em 1951, publica no lugar das “Anotações” uma pequena narrativa, intitulada “Os últimos dias de Oscar Wilde”. Num breve relato, compõe o que seria o período final da vida de um dos autores que cultuava. Wilde é descrito como um “admirador exaltado da própria personalidade”, ou ainda um homem arruinado pelos valores da época e perdido entre a sua antiga identidade, destruída publicamente pela prisão por ser homossexual; e a identidade que assumiu, simples e anônima, para viver seus últimos e miseráveis dias.

Há algo de romântico, de heroísmo patético nos autores interpretados por Tomás Seixas e que representam, desde a velha visão romântica do poeta como um apartado até a visão mais moderna do escritor como um agente subversivo da linguagem. Tanto num âmbito como no outro, o exercício da literatura adquire uma aura marginal ou maldita.

Em 1966, no mesmo Jornal do Commercio, Tomás Seixas trata justamente desse caráter subversivo da literatura ao escrever sobre Joyce. O artigo se chama “O gênio analítico de Joyce”, e, nele, Seixas assinala esse proceder com a linguagem como marca fundamental da modernidade de Joyce. Segundo ele, “tendo como objetivo destruir os preconceitos da lógica comum, que, tanto no domínio da vida social, quanto no da arte e da estética, rege uma infinidade de criaturas, é que Joyce, no Ulisses, começou por subverter as leis da linguagem escrita”.

Essa subversão garantiria a Joyce um lugar ao lado dos escritores e poetas que fizeram da literatura aquilo que o crítico francês Jacques Rancière chamou de verdadeira contracultura. Algo desse heroísmo moderno e patético, como já afirmamos, Tomás Seixas tentou levar para a sua própria vida. Uma pista para isso encontra-se num artigo publicado também em 1966, intitulado “Poetas”, onde ele relembra um encontro seu com Lêdo Ivo, Cyro dos Anjos e Thiago de Mello, no Rio de Janeiro.

Afirma o poeta que, à época, não pôde intervir diretamente na conversa sobre o valor dos poetas franceses – Lêdo Ivo afirmava, segundo Tomás Seixas, ser Victor Hugo maior do que Baudelaire – e que utilizaria então o seu artigo para dizer aquilo que ficou suspenso num gesto que os ânimos exaltados sufocaram. E, ao exprimir sua opinião sobre a poesia, diz que “devem os poetas ser tão poéticos quanto os seus poemas”.

Eis a chave para compreender o dandismo que Tomás Seixas ostentou toda a sua vida. Foi uma maneira de fazer valer a máxima de Rimbaud, poeta que representava uma das suas maiores paixões literárias: a de poetizar o cotidiano. Assim, Tomás Seixas fixou a imagem de um boêmio inveterado, convivendo com todo o underground de sua época.

Além do boêmio, ou melhor, juntamente com ele, a imagem do devorador de livros, um leitor borgiano, preso numa babel labiríntica e sombria. Parecia que só valia a vida que emanava dos livros, superando sempre a vida por viver. Nas palavras de César Leal (1924-2013), que com Francisco Brennand (1927-2019), entre outros, participou de um grupo do qual fez parte Tomás Seixas, reunindo-se sempre para conversar e discutir sobre literatura.

A obra literária de Tomás Seixas, morto em 1993, está esperando, ainda, uma reunião que possa exprimir sua qualidade e singularidade.

Talvez, nem os pais de Tomás tenham convivido com ele, tão perto, e por tanto tempo, quanto Arthur Carvalho. Tudo começou, quando este se muda para as Graças, do Recife, e, por destino, tem a família de Bebé como vizinha. Foi seu amigo de toda vida, talvez de todas as horas. Esta inequívoca proximidade o fez testemunha presente de seus trabalhos literários, e também, de tantas outras estripulias existenciais.

Causos, comentários, atitudes e situações não triviais. E daí, motivo de protagonismo, para muitas crônicas de um Recife pré-digital. Casos reais, cujos inusitados mais parecem lendas urbanas.  Para ser justo, frequentou também, menos assiduamente, as crônicas de Renato Carneiro Campos. Há controvérsias? Sim, como não haver?

Sendo toda unanimidade burra, houve um recorrente articulista da imprensa pernambucana, filho de popular e querido político, que, ao citar Tomás Seixas, não encontrou melhores substantivo e adjetivo do que “bêbado”. Uma bela aliteração em “b”: Bebé bêbado. Mas, este é, exatamente, o princípio, das hoje renomadas fakenews. Sublinha-se um aspecto e edita-se, como se fosse o todo. Todavia, que viva a liberdade de expressão!

É procedente a observação de que os trabalhos de Tomás Seixas são elitistas. Grande parte de seus escritos, para todo seu entendimento, depende de conhecimentos prévios. Noções de autores do final de século XIX e início do XX. Ingleses, russos, franceses e, não menos importantes, os brasileiros. Este aspecto, sem dúvida, dificulta uma mais ampla difusão de seus escritos.

Verificando o que sobrou dos currículos do Ensino Médio, há muito deixou-se de apresentar às novas gerações mais elementos da cultura universal. Estas permitem a construção de melhores bases de conhecimentos e reflexões.

Um certo pragmatismo visando à empregabilidade, aspecto crucial para uma sociedade ainda muito desigual, que, hoje, prioriza o Ensino Técnico. Tal urgência é inequívoca. Porém, reduziu, ainda mais, o espaço das matérias de formação cultural cidadã. Com a popularização dos celulares, a mentoria intelectual passou, em parte, ou no todo, para a impessoalidade do Google. E a paciência dos jovens que, pelos hormônios, já não é muita, foi definitivamente para o brejo.

O que hoje as pessoas estão dispostas a despender em atenção é, no máximo, de 45 segundos a um minuto e meio. Apenas o tempo necessário, para apreciar peças audiovisuais ultracurtas, como as fartamente oferecidas, pelas redes Tik Tok, YouTube e similares. Um tempo em que o meio dos celulares multitarefas sequestra as atenções em massa. A quantidade de informações a que hoje estamos expostos faz da simples leitura de um livro um ato de resistência à homogeneidade e ao fluxo contínuo e avassalador de novidades e pseudonovidades. Do dia, das horas. E o mais preocupante: notícias verídicas, ou, nem tanto, misturadas.

Nunca foram tão importantes a procura e o encontro da clareza, na confusão. Se algum pesquisador passar um pente fino nos suplementos literários pernambucanos, desde o final dos anos 1940, até o final dos 1980, muitos dos artigos e poemas de Bebé podem dali ser resgatados, a qualquer momento. Mas quais públicos poderiam ainda se interessar por tais trabalhos? Os artigos, certamente, impulsionariam a cultura geral dos leitores. Mas a impressão que se tem é de que a cultura geral é meio tratada como conhecimento supérfluo. Sem relação objetiva com produção e/ou produtividade. Assunto para diletantes, sem urgências de sobrevivência.

Em país de dramáticas desigualdades e urgência de se retirar quantidades de jovens das linhas das pobrezas, este ponto de vista ganha espaço.

Voltando aos escritos de Tomás Seixas, divido os trabalhos dele em duas vertentes claras: a do poeta e a do ensaísta. A sua vertente poética, no sentido literal, hoje me parece de grande dificuldade de consumo. Não faltará quem, mesmo com toda boa vontade, não consiga se interessar.

Da minha parte, confesso que talvez não tenha competência e experiência analítica para julgar os seus escritos. Ou pode ser apenas uma questão individual de gosto. Não entendo seus simbolismos. Me parece hermético. Precisaria de maior clareza, para entender e, daí, talvez, me comover. Não me parece atraente, se comparado aos melhores poetas da cidade. Claro, pode ser apenas uma opinião, por ignorar como apreciar. Haverá quem entenda, goste e encontre sutilezas que não percebo.

Acho que ele se orgulhava de ser tido, e chamado de poeta pelos amigos de geração. Francisco Brennand, Deborah Brennand, Ariano Suassuna, César Leal, Fernando Monteiro, Lula Cardoso Ayres, Renato Carneiro Campos. Eles, provavelmente, descodificavam facilmente suas invenções e seus simbolismos.

O importante era que todos ali, cada um, em seus esforços e possibilidades, procuravam, mais ou menos intencionalmente, desenvolver um modernismo pernambucano, que libertasse suas respectivas artes dos cânones dos classicismos europeus. Estes, hegemônicos e exclusivistas, até então. No mínimo, tropicalizá-los. 

Em outro contexto, menos amigável, a pecha de “poeta” poderia trazer (ainda traz?) algo pejorativo. Um estilo de vida depreciado, como parasitário, e/ou supérfluo à sociedade. Neste viés, era assim que a rotulação e/ou preconceitos, se referiam a alguém de dado perfil. Solteiro, farrista, com fama de rico. (Um pequeno parêntese: Dado o estoque de misérias, no Brasil, confunde-se rico com filho de rico. Rico é quem tem fluxo de caixa. Ele nunca teve isso. Mas quem finge bem, capitaliza do puxa-saquismo estrutural). Acrescentem-se: opiniões e atitudes não conformistas com as padronizadas expectativas sociais, da época. Muitas, talvez, hoje ainda em vigor. A despeito de muita evolução de costumes, e releituras de situações.

A meu ver, bom mesmo Tomás Seixas era nos ensaios. Seu foco preferencial, sendo os trabalhos e autores literários, muitos dos quais, cultuados por sua geração. O que explica, a escuta de seus pares. E também, alguma popularidade estudantil, durante a então única faculdade de direito de Pernambuco, onde se formou. Seus melhores ensaios estão editados na deliciosa coletânea A casa dos sonâmbulos. Ele mesmo realiza a seleção. Um muito ilustrado ensaísta, e também, um inigualável palestrante de bares e afins. Assim nos reportou o saudoso advogado Eurico Reis.

As conferências, nas madrugadas, podiam acontecer no Savoy, no 28, no Gambrinus, no Chanteclair, ou no Waldemar Marinheiro. Após uma terceira dose, proferia longas aulas gratuitas, sobre os mais diversos autores e temas literários.  Sempre com detalhes inéditos, reais ou romanceados. Todavia, fruto de muita leitura. Era sua segunda ou terceira atividade favorita. Assim cativava as audiências.

Outro talento específico era protagonizar interações surpreendentes, nas mais diversas situações. Arthur Carvalho que o diga, inspiração de vários relatos, em inúmeras crônicas, que contam estes causos, de criatividades inesperadas, fora de expectativas triviais.  Chama a atenção, em especial, uma crônica pertencente à coletânea A casa dos sonâmbulos. Sem título, talvez por prudência, compreende duas páginas (141 e 142).

Era um grande admirador de Baudelaire, bem como de Edgar Poe, mestres do gênero assombrado, e que também, não se recusavam a desafios limites. E assim como tal, que não se furtou a reportar sua experiência com opium. Para conferir sua assertividade no tema, seria, ainda hoje, um texto a ser considerado ousado e polêmico.

Jean Cocteau, celebrado intelectual e escritor francês, escreveu um livro intitulado Diário de uma cura, em que, ao longo de 167 páginas, supõe tratar do mesmo tema. Só que não. Tive oportunidade de ler os textos dos dois autores, e cheguei facilmente a uma conclusão. O livro de Cocteau se desenvolve, exatamente como acontece com as propagandas de curas milagrosas do YouTube. Enrola durante 167 páginas e, afinal, entrega muito pouco ou quase nada. Mantendo o leitor, sadicamente, na expectativa de que na página seguinte, irá, enfim, acessar todos os segredos. E nada. Não vem, nem virá. Já as duas singelas páginas de Bebé entregam, com assertividade, todos os aspectos. Tudo. E para além das expectativas.

A maior temporada que com ele passei foi, aos sete anos, durante uns seis meses, morando na casa de meu avô Luiz. De então, a impressão de que tenho dele foi a de um personagem bem-humano, dentro da estrutura e hierarquia da família. E não tenho do que me queixar daquele tio, que, eventualmente, sumia por alguns dias, e, depois, dormia durante uns dois outros. Nem seus pais, meus avôs, estranhavam.

Era no tempo de Gagarin, e minha avó, Dona Nahir, uma fidalga paraense que tinha explicação para tudo, argumentava que “seu tio está em órbita…”. Nada a reclamar, era um tio muito legal com as crianças. Ao todo, éramos quatro. No mais, me lembro de que ele gostava muito de camisas de seda sintética, da Valisère. Também gostava de fabricar pequenos balões, nunca maiores do que 1,5m. Nas cores básicas, em papel de seda, cortados em losangos, e bucha de sebo para queimar devagar, e dar tempo de subir. Em losangos. Fazia-os decolar no São João, entre fogueiras, fogos e comidas de milho, de todo jeito. Nesta temporada, uma só vez, me levou um habitual almoço de domingo, no Engenho São João, do pintor Francisco Brennand.

Recordo-me de um casarão no alto de uma colina, e abaixo, uma vista de pasto verde inglês, que mais parecia um enorme gramado, com vaquinhas holandesas pastando, aqui e ali. Ficou para mim uma referência estética, de como mais ou menos seria o tal do céu de que tanto se falava.

Depois deste tempo, viria a reencontrar Bebé várias vezes, em muito mais curtos momentos. Durante décadas, sempre nos recebendo, em refinada educação, respeito e civilidade. Sempre convicto de que procurar alguma cidade, melhor do que Recife era perda de tempo.