A poesia da jornalista, contista e tradutora pernambucana Manoella Valadares ganhou fôlego. Finalista Jabuti 2025, na categoria Autor Estrante Poesia, com Ninguém morreu naquele outono, ela está de volta ao Recife para lançar a plaquete A Tasquinha do Cupim (Impressões de Minas) na Feira Na Foz, que ocorre domingo (26), no Museu do Estado. A sessão está marcada para as 16h, nos jardins.
Impresso em tipografa e costurada à mão, a plaquete artesanal reúne 15 poemas. Foi produzida pela editora Impressões de Minas, tem projeto gráfico de Elza Silveira e está sendo vendida por R$ 80.
A Tasquinha do Cupim surgiu entre o Ninguém morreu naquele outono e a nova reunião de poemas, que será lançada em junho. ""Foi um exercício brincante", diz Manoella, que mora em Londres desde 2015. "Eu tomo a poética de Adília Lopes como ponto de partida para dialogar com Ana Estaregui e Joaquim Cardozo", explica. "O cupim tanto é carne [de boi] como é bicho", comenta a poeta, sobre a ambiguidade do título, sendo "um lugar fantasma!" a própria tasquinha, como são conhecidos aqueles restaurantes ou tabernas populares de Portugal.
A poeta portuguesa Ana Sofia Elias assim escreveu sobre o título: “Como beber cocktails sem ter um choque anafilático? Como saber se podemos comer papas de aveia depois de ler uma notícia que compromete todas as canções românticas, mesmo aquelas que lhe são oferecidas por quem lhe preparou as papas no dia anterior? Pode a pêra rocha ser um manual de autoajuda? A Tasquinha do Cupim traz perfume Hollywoodesco para uma esquina mui portuguesinha para te esfregar na cara a história da carochinha: salubridade, potabilidade, p%rra nenhuma! O amor é uma desfiguração mas a boca será sempre a boca. E quer roer.”