Ofélia mundo afora

Eis que a cadela espontaneamente se aproximou e sentou-se no colo da Bia. Ela nos havia escolhido. Era voluntariosa, como viemos a comprovar

Bia vai me desculpar de roubar uma ideia dela. Me disse que Ofélia, que nos acompanhou mundo afora por 16 anos, merecia um livro. Quando ela escrever, vai ser um best seller, sobretudo porque ela escreve muito bem e as histórias são ótimas. Pensei aqui em apenas fazer uma pequena introdução sob a forma de uma crônica.

Acabávamos de fazer uma mudança dentro da mesma cidade. Mudança das mais cansativas, mesmo para quem fez dezoito. Uma das razões é que nas mudanças internacionais uma companhia de mudança, em geral experiente, cuida de tudo. Dentro da mesma cidade, acreditávamos que podíamos até mesmo transportar 4.000 livros.

Exaustos, depois de um dia de trabalho, sentamo-nos num degrau da calçada de uma simpática casa das Lomas de Chapultepec da cidade do México, que drásticas desvalorizações do peso mexicano em 1982 haviam permitido alugar. Passou um garoto trazendo uma cadela de três meses. “Não quer comprar?”

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Venda avulsa na Livraria da Cepe