Sérgio de Castro Pinto se notabilizou, desde o final dos anos 1960, pelos poemas curtos sobre pequenas coisas do cotidiano. Uma poesia na qual, no dizer de Geraldo Carvalho (um resenhista na época), era necessário observar logo “a contenção da linguagem. O jogo verbal reduzido ao mínimo e expressando o máximo”. Alto teor de lirismo para falar de temas simples como uma borracha de apagar ou uma antena de TV. Pepitas concisas como esta, o poema intitulado “o grilo”:
“o grilo
põe-se
a trilar
qual uma cigarra do lar”.
Ou esta outra intitulada “alegria”:
“algaravia
de um viveiro
sem pássaros
prisioneiros”
“Seus poemas são imagens que conseguem, com duas pinceladas, pintar um mural salpicado de humor”, resumiu o escritor Ivo Barroso no Jornal do Brasil.
Ao longo de quase 60 anos de poesia publicada, dois conjuntos de poemas ficaram mais conhecidos. O primeiro aborda os animais, presentes desde o primeiro livro Gestos lúcidos, de 1967, mas explorados sobretudo em Zoo imaginário, de 2005, no qual dedica poemas a bichos como girafa, leão, araponga, elefante e garça. Este livro, assim como muitos outros de seus trabalhos, conta com ilustrações do renomado artista plástico Flávio Tavares.
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