Chica da Silva, em carne e osso, sem estereótipos

Mary Del Priore dá voz a Francisca da Silva, uma escravizada que vivia em concubinato com um branco, dedicada mãe de família, que não tem nada a ver com a imagem promíscua do cinema e da TV

Esqueça a imagem histriônica, sexual, escandalosa, caricatural que costumam assinalar a memória e a história de Francisca da Silva, ou Chica da Silva, a escrava mineira nascida entre 1731 e 1735, na vila de Tijuco, hoje Diamantina, em pleno ciclo do ouro.

No cinema e na televisão, o espectador teve acesso a uma mulher  extravagante, que teria chocado a sociedade e a coroa portuguesa com exibições escandalosas e libidinosas. Mas a verdade parece estar longe do que foi mostrado. No livro Meu nome é Francisca Uma história de Chica da Silva, a historiadora Mary Del Priore bota abaixo os mitos e estereótipos construídos em torno da preta que encantou o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira (1720-1779), tornando-se não apenas sua companheira e mãe de seus 13 filhos, mas uma das mulheres mais ricas e poderosas do Brasil Colonial. 

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