Os últimos anos de vida de Clarice Lispector foram marcados pela presença de Olga Borelli, que atuou como um misto de amiga íntima, assistente e secretária particular da escritora. Ela foi uma das poucas testemunhas privilegiadas da rotina dos últimos anos e da intimidade criativa de Clarice.
As duas mulheres se conheceram no Rio de Janeiro, em 1970, quando a escritora já enfrentava problemas de saúde e dificuldades financeiras. Olga passou a auxiliar Clarice no cotidiano, organizando compromissos, correspondências e originais, mas também oferecendo apoio emocional num período de grande fragilidade.
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