"Nesta vila nasceu, no dia 10 de dezembro de 1920, a escritora brasileira Clarice Lispector.” É o que se lê, no texto vertido em português e ucraniano, na placa memorial instalada em uma pequena aldeia rural da Ucrânia localizada a 439 quilômetros de Kiev e com pouco mais de 4 mil habitantes. “Sua trajetória, do nascimento à morte e de Tchetchelnyk ao Brasil, foi percorrida na busca incessante de respostas às questões fundamentais do ser humano, por caminhos que aproximam os povos do Brasil e da Ucrânia e que a faz para sempre lembrada”. Essa placa, instalada pela Embaixada Brasileira na Ucrânia e pela prefeitura da cidade em 2002, é seguramente o primeiro gesto mais expressivo na tentativa de repatriar a escritora; de trazê-la de volta à terra que, como a própria Clarice dizia, sequer chegou a pisar.
Do que pude localizar, afora referências circunstanciais em revistas literárias, o que de mais significativo aconteceu em termos de divulgação da obra de Clarice Lispector, antes da tradução de suas obras, foi a realização, em 2014, de um seminário acadêmico promovido pelo Departamento de Recursos Técnicos de Ensino da Universidade Técnica Nacional da Ucrânia, em homenagem à “escritora brasileira nascida na Ucrânia”, com boa parte dos expositores fazendo suas comunicações num idioma que não era o seu, o inglês.
CONTEÚDO NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO IMPRESSA
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