Clarice Lispector nunca foi propriamente uma estranha para os portugueses. Apesar de publicada tardiamente em Portugal, na década de 1960. O livro de estreia Perto do coração selvagem cruzou o Atlântico mais de uma década após o lançamento no Brasil, em 1944. A escritora, desde então, manteve o prestígio entre os críticos e a presença constante nas estantes das livrarias lusitanas. Mas sem contar com a mesma festiva e devota recepção dos leitores brasileiros.
Portugal, porém, parece recentemente ter redescoberto Clarice Lispector de uma forma mais efusiva, seguindo uma certa tendência mundial em reler e cultuar a escritora pernambucraniana – como gosta de a ela se referir o autor conterrâneo Marcelino Freire. Uma tendência iniciada com a biografia Clarice Lispector: uma vida, que o norte-americano Benjamin Moser publicou nos Estados Unidos, em 2010.
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