Jornalista José Teles lança "Crônicas pandêmicas" na Mamede Simões

Coletânea é a última com o material escrito para a coluna Curto & Grosso e traz também textos escritos no blogue e redes sociais

O incansável jornalista, cronista, pesquisador, crítico musical e ficcionista José Teles volta a bater ponto na Rua Mamede Simões, na Boa Vista. Munido de caneta esferográfica e pacotes com exemplares de sua nova lavra, a coletânea Crônicas pandêmicas, ele recebe os diletos fãs nesta quinta-feira (9), a partir das 19h30, no bar Acauã, mais conhecido como o bar de Josébio. O exemplar custa R$ 60. É um livro para colecionador ou fã de carteirinha: a tiragem é de 100 exemplares, apenas.

“Parte das crônicas vem da coluna Curto & Grosso, escritas no primeiro ano da pandemia. As restantes foram publicadas no do blog telestoques.com. e nas mídias sociais”, explica Teles. “ A temática é pandemia da Covid-19, com umas tergiversadas, em que escrevo sobre amenidades, meio como que para acalmar os nervos. Não era moleza ter leveza no meio de uma situação de horror feito a daqueles dois anos”.

A ideia original era publicar o livro no ano passado. Mas o projeto atrasou. “Quando a pandemia completaria cinco anos, reuni 50 crônicas para publicar em livro, pela Editora Bagaço, que publicou todos os meus livros de crônicas, acho que uns cinco ou seis. Não lembro. Escolhi as que não ficaram datadas, o que é um problema da crônica em geral”, comenta o jornalista

Para José Teles, a importância do livro é o registro histórico de um momento dramático vivido não somente no Brasil, mas no mundo. “Registrar detalhes do nosso cotidiano durante a pandemia, a higienização das compras do supermercado, ao carro do ovo. Acho que daqui a cem anos esse fatos continuarão sendo interessantes” comenta Teles, acostumado a fuçar, de forma quase compulsiva, jornais, revistas e livros em sebos, livrarias e no mundo virtual da internet.

Como um bom cronista da velha guarda, Teles não se intimida com a falta de assunto ou mesmo a repetição. “Apesar de passar uns dois anos escrevendo sobre um mesmo tema, não foi como bater na mesma tecla. As notícias ocupavam o noticiário da TV e jornal, havia sempre um assunto um tópico novo. Eu procurava sempre tirar graça da desgraça, mas com muita diplomacia, afinal morriam muitas pessoas, inclusive amigos nossos”.

Crônicas pandêmicas encerra um ciclo na vida do cronista. “Considero o livro a última coletânea do Curto & Grosso, que comecei a escrever no Jornal do Commerico há 33 anos, numa coluna que durou 27 anos. Foram mais ou menos 8.500 crônicas.” Mas não se preocupem, diletíssimos leitores, o insaciável José Teles continuará malteclando suas pequenas grandes histórias do cotidiano, no éter de seu blogue e em suas redes sociais.