Milímetro e milagre na poesia
Hildeberto Barbosa Filho
Eu não o conhecia pessoalmente, embora já o soubesse nome consagrado nas letras da província. Lia seus textos, em especial, os poemas publicados no Correio das Artes. Vinha de um grupo chamado Sanhauá, que representava, juntamente com o grupo Caravela, os experimentos de vanguarda da poesia práxis e do poema concreto em plagas locais, no afã de atualizar a poesia feita na Paraíba com as linhas de força da poesia brasileira dos anos 60 do século passado.
Na universidade nos aproximamos. Achei-o parecido com a foto de Graça Aranha e lhe disse minha impressão. Apenas sorriu... Com o saudoso Lúcio Lins, amigo de todas as horas e de todas as circunstâncias, fui muitas vezes à sua casa para discutir a permanente pauta da literatura em todos os níveis.
À época, já era editor do velho suplemento literário de A União, e eu o ajudava como membro do conselho editorial. Imprimiu novos rumos editoriais, sobretudo, no que concerne às relações entre a universidade e o velho órgão de cultura. Abriu mais espaço para as artes plásticas e para o ensaísmo fotográfico. Privilegiou as entrevistas com intelectuais e poetas, iniciou a série dos números monográficos na abordagem de temas essenciais, a exemplo, entre outros, do modernismo, regionalismo e modernidade.
CONTEÚDO NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO IMPRESSA
Venda avulsa na Livraria da Cepe