Um sonho que durou três dias

Há 50 anos Clarice Lispector fez sua última visita ao Recife e foi ciceroneada pelo poeta José Mário Rodrigues

Quando soube que Clarice Lispector visitaria o Recife, o jovem poeta José Mário Rodrigues não hesitou. Tinha que aproveitar a chance de conhecer a escritora que, ao lado de Joaquim Cardozo, considera as mais importantes influências da sua vida intelectual. 

“O escritor Augusto Ferraz, que já conhecia Clarice, me procurou para viabilizar a visita. Eu era jovem, metido. Fui com a cara e a coragem. Consegui uma passagem de graça pela Varig, além de hospedagem completa para ela e Olga Borelli (amiga da escritora) no hotel São Domingos”, recorda José Mário.

Esse encontro de três dias tornou-se um episódio marcante na história literária recifense. Aconteceu em maio de 1976, quando Clarice retornou ao local onde havia passado a maior parte da infância e início da adolescência. Foi a última visita da escritora à cidade que ela considerava “sua”, apesar de ter nascido na Rússia, em 10 de dezembro de 1920 (à época, a Ucrânia integrava a União Soviética), e morado, assim que chegou com a família ao Brasil, fixou-se inicialmente em Maceió.

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